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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dois dos melhores?

O portal As.com publicou hoje duas matérias similares sobre dois jogadores distintos. Em ambas trata-se de estatísticas sobre número de gols por número de partidas. E as médias desses dois craques impressiona. Cristiano Ronaldo e Messi, dois dos melhores de todos os tempos?

Se a constatação partisse apenas de estatísticas, creio que já estaria segura e devidamente validada. Lionel Messi já marcou 202 gols com a camisa do Barcelona, sendo 101 destes nas últimas 98 partidas, quando começou a jogar de "falso delantero". Já Cristiano Ronaldo, em 105 partidas pelo Real Madrid, já marcou os mesmos 101 gols e acabou de confirmar o melhor começo de temporada de toda a sua carreira.

Duas máquinas de jogar bola em dois clubes com uma das maiores rivalidades do futebol. Disputando não só os mesmos títulos com essas camisas, como também os recordes individuais. Candidatíssimos aos dois primeiros postos de Melhor do Mundo.  São craques como esses que fazem deste esporte o que ele é.

Confira as matérias:


Cristiano firma el mejor arranque de toda su carrera


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mercado Espanhol

Enquanto as atenções da mídia, do público e dos próprios jogadores é a Copa do Mundo, os dirigentes dos clubes mundo afora se movimentam para garantir um bom esquadrão para a próxima temporada (no caso europeu/argentino) ou para o seguimento da atual (no caso do Brasil). E essa movimentação promete algumas bocas abertas.

Na Liga Espanhola, Barcelona e Real Madrid, como sempre, são os mais agressivos no mercado. O clube catalão já assegurou a compra de David Villa, atacante da Seleção Espanhola, por 40 milhões de Euros e agora vai atrás de seu companheiro na Fúria, Fernando Torres, atualmente no Liverpool, para completar o seu ataque.

O Barça, que já é notadamente a base da seleção espanhola, estaria atrás também dos espanhóis Cesc Fábregas, meio-campista do Arsenal, e Juan Mata, atacante do Valencia, se tornando dessa forma praticamente a Fúria completa. O clube catalão também espera conseguir vender o atacante sueco Ibrahimovic, pelo qual investiu pesado na temporada passada, e o insatisfeito volante ebúrneo Yaya Touré. Ambos interessam os novos ricos do Manchester City.

Já o Real Madrid vai na contramão da "espanholização" do rival. Buscando satisfazer as vontades do novo e todo-poderoso treinador, José Mourinho, o Real está muito perto de anunciar o brasileiro Maicon para a lateral-direita e o argentino Dí Maria para o meio-campo. Outro jogador que interessa é o lateral-esquerdo sérvio Kolarov, atualmente na Lazio.

Ao mesmo tempo, o clube madrilenho está para se disfazer de dois nomes que já são praticamente história no Real. O meia-armador Guti e o atacante Raúl González, símbolo da equipe por muitos anos e ídolo eterno dos merengues, estão de saída. O primeiro cansou-se da eterna reserva e busca novos ares, e o segundo, não se acostumou com a nova condição de coadjuvante e a sua idade já não permite lutar pela titularidade. Sendo assim, é provável que Raúl jogue pela primeira vez em sua carreira com a camisa de outro clube.

O Atlético de Madrid e o Valencia, ainda não contam com muitas novidades de impacto. Pelo menos, não como reforços. O clube valenciano, que está em profunda crise financeira, teve que se desfazer de suas estrelas. David Villa e Juan Mata, como comentado, provavelmente jogarão juntos pelo Barcelona. E David Silva, meio-campista da Fúria, que já havia despertado o interesse dos dois gigantes espanhóis diversas vezes, pode estar de malas prontas para jogar no Manchester City, recebendo incríveis 10 milhões de euros por temporada.

O Atlético, atual campeão da Liga Europa, buscou Luizão para fortalecer o sistema defensivo e acabou ouvindo um sonoro não do Benfica. Dessa forma, o clube de Madrid, busca apenas segurar o seu elenco, dado o crescente interesse em suas estrelas o uruguaio Diego Forlán, um dos destaques da Copa até agora e do argentino Sergio Aguero, o genro de Maradona. Mas a força dos euros pode falar mais alto e fazer ambos se despedirem da camisa colchonera. 

Dessa forma, com cada vez mais estrelas, a Liga Espanhola busca ser novamente a força dominante no cenário Europeu. Ojalá, todo salga bien!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Real Madrid e José Mourinho.

“O Presidente Pérez me mostrou as Taças Européias que o Madrid ganhou no passado, dizendo que sentia saudade do momento em que o Real ganhou a última em 2002.”
 
“Eu ganhei uma semana passada e já sinto falta.”
 
“Eu quero o que o Real quer. Nós somos o mesmo e queremos o mesmo.” 

Declarações de José Mourinho em sua apresentação no Real Madrid.

Sempre imaginei que esse casamento acabaria saindo. O clube mais galáctico e o treinador mais midiático do mundo. Sua apresentação, contando com a presença de aproximadamente 300 jornalistas do mundo todo, mostra o quão impactante é a presença do português José Mourinho no vestiário merengue.

Mourinho não tem papas na língua e sempre afirmou ser um dos melhores treinadores do momento, isso quando a modéstia lhe permitia. Não raras vezes afirmou ser o melhor, ou o Especial (“The Special One”), como se declarou em sua primeira entrevista coletiva na Inglaterra, quando assinou com o Chelsea.

É a mesma mentalidade do presidente merengue, Florentino Pérez. O homem responsável por boa parte das maiores contratações do futebol mundial (Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham, Kaká, e o gajo Cristiano Ronaldo,...) não se contenta com pouco. Sabe a realidade do Real Madrid e de sua torcida. Não basta vencer, tem que ser o melhor.

Provas cabais disso foram as demissões em anos passados de Del Bosque e Capello, atuais treinadores de Espanha e Inglaterra, logo após terem vencido a Liga Espanhola com o Real Madrid. Os torcedores do clube não querem saber de 1x0. Querem espetáculo. Querem glamour. Querem mídia. Querem sonho.

E atualmente não há ninguém melhor do que José Mourinho para lhes garantir isso e um punhado de títulos. Afinal, como contestar um treinador com o currículo dele? Pentacampeão italiano com a Inter de Milão. 
Responsável, com o auxílio dos dólares de Roman Abramovich, por “criar” o novo Chelsea. Bicampeão europeu, levando a taça uma vez com o Porto de Portugal e a outra agora com o clube italiano. E a lista continua.

O português tem a mistura ideal de um treinador que sabe manter um vestiário e sabe montar uma equipe. Além de ser um exímio especialista no mercado. O negócio Ibrahimovic na temporada passada é um bom exemplo: negociou o sueco, a quem tinha chamado de “melhor do mundo”, com o Barcelona e recebeu Eto’o e mais alguns quilos de euros. Com eles comprou Wesley Sneijder, Diego Milito, Thiago Motta e Lúcio. Simplesmente a base da Internazionale campeã européia. 

Se Cristiano Ronaldo é o retrato do Real Madrid como jogador, José Mourinho é seu similar à beira do campo. Aposta certeira de Florentino Pérez, que quer mais do que tudo ganhar o que seria a décima Liga dos Campeões da Europa na história do clube. Duro será administrar esses egos imensos e ver quem realmente comandará a equipe. No fim, resta esperar para ver se será um projeto vitorioso, ou um dramalhão espanhol com sotaque português.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O futebol, o "business" e o exercício de imaginação...


“Não podemos cair nesse discurso medíocre e hipócrita de torcedor de arquibancada, que não tem cultura para falar disso. É ignorar que o objetivo final do futebol seja dar retorno financeiro ao clube. Não há desmanche, há um ciclo no futebol.”

Aposto que vários torcedores corintianos lembraram-se hoje pela manhã ou mesmo ontem, durante a partida, dessas palavras proferidas por Mário Gobbi em julho do ano passado. Não por seu tom agressivo e até de esculacho, mas sim pelo time que tinha acabado de ser desfeito e acabou gerando esse comentário (infeliz) do Vice-Presidente de Futebol do clube.

O lateral André Santos, então jogador de seleção brasileira, o meia-armador Douglas, camisa dez clássico, e o volante Cristian, considerado por muitos a alma daquele time, foram negociados ao término da campanha vitoriosa da Copa do Brasil.

Ao pensar naquela equipe, o corintiano deve ter se dado a chance de sorrir ao lembrar-se do futebol envolvente, eficiente, o brio, a garra e claro, os títulos. Deve ter também afirmado categoricamente a si mesmo: “Com aquele time, seriamos campeões”. É o tal do exercício de imaginação.

O mesmo exercício que provavelmente tomou conta do imaginário dos torcedores do Real Madrid ao serem anunciadas as midiáticas, e milionárias, contratações de Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema e Xabi Alonso. Eram os Novos Galácticos, a promessa de um time de ilusão/sonho, assim como o torcedor do Real está acostumado e adora.

Mas “o futebol não é uma ciência exata”, “comprar jogadores não é certeza de títulos”, “precisa-se de pedreiros, tanto quanto de engenheiros” e toda a conversa que já se repetiu um milhão de vezes no mundo da bola se provou certa mais uma vez.

Sendo assim, o Real dos Galácticos e o Corinthians, de Iarley, Defederico(diz-se que custou 4 milhões de dólares aos cofres alvinegros), Roberto Carlos, Danilo, Tcheco e claro, Ronaldo, saem sem seus principais objetivos na temporada: A Liga dos Campeões da Europa, cuja final será no Santiago Bernabeu, e a Libertadores da América.

Em ambos os casos, os montantes gastos ao montar essas equipes são astronômicos. Cristiano Ronaldo, sozinho custou 94 milhões de euros. Ronaldo, o Fenômeno, ganha aproximadamente 12 milhões de reais/ano. A folha salarial do clube paulista é de 7 milhões/mês. A do Santos, equipe sensação do momento, é de 2,5 milhões/mês (sem contar Robinho, que é bancado por uma empresa).

Olhando esses números não é necessário ser um, digamos, Vice-Presidente de Futebol de um grande clube para saber que futebol é, sim, business. E dos grandes! Por isso, deve ser administrado com cuidado. As decisões tomadas serão julgadas pelos torcedores não pelos números, mas sim pelos resultados conquistados pela equipe formada por essa dinheirama.

Hoje, aposto que os corintianos acordaram pensando que trocariam todos aqueles milhões angariados pela venda de seus jogadores no ano passado, pela permanência dos mesmos. Os torcedores flamenguistas, por outro lado, estão muito satisfeitos com os milhões gastos no “Império do Amor”, decisivo nessas oitavas-de-final. Os santistas? Esses nem querem pensar em milhões perto de seus Meninos, querem é que eles fiquem por ali mesmo, encantando a Vila com seu futebol.

Porém, outra máxima do futebol é que ele é imprevisível. Assim como seus torcedores. Os que hoje estão satisfeitos, como os flamenguistas, amanhã poderão pensar diferente. E vice-versa.

Então, se o Corinthians quer que sua torcida enxergue o “business” com outros olhos é melhor correr atrás do Campeonato Brasileiro desse ano. Assim como o Real Madrid está correndo atrás da Liga, lá na Espanha. Ou, os corintianos terão que se contentar com mais tempo para exercitar sua imaginação. E agüentar a gozação por um possível centenário “sem ter nada”...